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terça-feira, setembro 26, 2006

1:31

Foi numa hora como tantas outras e nada nela fazia prever nada de extraordinário.
A sua métrica nada significa, é desprovida de qualquer simbolismo, e apesar de aparentemente nada acontecer a solenidade do momento é quase palpável. O ar à minha volta fervilha de promessas que só eu posso ouvir, mas porquê agora? Porquê neste minuto e não noutro? E de onde vêm estas vozes? Como é possível que ecoem tão claramente na minha cabeça quando nelas não pensei?
Sei de imediato que não terei uma explicação e faço instintivamente o que tenho a fazer, encho os pulmões com o momento e carrego-o no peito até o sentir fazer parte de mim.

O momento agora sou eu e as questões cessaram.

3 comentários:

fonsini disse...

...mais uma vez o Zé a exorcisar os seus demónios interiores...

como diriam os Srs. Deputados (é só pela expressão):

Muito bem!!

Abraço

Lia Bettencourt disse...

revi tudo...

"apoiado, apoiado!!"

Anónimo disse...

Às vezes, as coisas não vêm quando as queremos, mas tenho de admitir que, apesar de tudo, surgem sempre no momento certo...:)
Nem sempre o que queremos, é o melhor para nós!
Marta