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terça-feira, setembro 26, 2006

1:31

Foi numa hora como tantas outras e nada nela fazia prever nada de extraordinário.
A sua métrica nada significa, é desprovida de qualquer simbolismo, e apesar de aparentemente nada acontecer a solenidade do momento é quase palpável. O ar à minha volta fervilha de promessas que só eu posso ouvir, mas porquê agora? Porquê neste minuto e não noutro? E de onde vêm estas vozes? Como é possível que ecoem tão claramente na minha cabeça quando nelas não pensei?
Sei de imediato que não terei uma explicação e faço instintivamente o que tenho a fazer, encho os pulmões com o momento e carrego-o no peito até o sentir fazer parte de mim.

O momento agora sou eu e as questões cessaram.