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quarta-feira, abril 11, 2007

A Casa


Para quê falar, para quê escrever, nunca saberei mais do que hoje
Sei da tua cor escura, sei que fica e sei que dura
Lembro as paredes da casa agora, lembro os cheiros, os gostos…a hora
Mas sei que se fosse hoje me demoraria
Nos pormenores das paredes que uma só vez veria.

Em momentos lembro-me de um quarto, um som, uma janela
E por segundos estou lá de novo…
Mas quando volto tudo é pior
E mais fria me parece a rua onde moro.

Com o tempo perde-se o pormenor, da cada vez mais distante recordação
Mas esse é o mal menor… A grande perda é meu coração
Perdi-o na casa que fica junto ao mar
Aquela que nunca será o meu lar.

6 comentários:

Lia Bettencourt disse...

um dois...experiencia...

Lia Bettencourt disse...

ahhhh! finalmente!!!!!

a casa de que falas, temo-la todos nós cá por dentro. voltar a ela de vez em quando é revigorante mesmo quando nos parece fria, aquece-nos devagarinho e repõe as coisas no lugar.


saudades imensas tuas

beijos

lurainbow disse...

Simplesmente MARAVILHOSO. Os meu sonhos um dia perderam-se por ai :)
Beijinhos e q optimo Blog. Voltarei

Gala disse...

ao ler este texto de repente volto a sentir os cheiros da minha infancia.
os cheiros dos livros novos no dia 1 de Outubro
os cheiros dos primeiros lápis de cor coloridos de florzinhas rosas
o cheiro do tulicreme comido à colher e às escondidas
o cheiro da lareira na casa da minha avó com
tudo ficou para trás,menos a doce lembrança. mesmo a tua permanece.Tu é ke ainda não sabes

beijo :)

Coccinellidae disse...

De tarantino a camoes
De homicidio a ilusoes

Ba, ba, tambou sou uma poeta caragooo!! :D

Anónimo disse...

Também costumo falar muito de uma casa quando escrevo!
Gostei muito deste...está muito docinho...e verdadeiro!
Marta