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quarta-feira, abril 11, 2007

A Casa


Para quê falar, para quê escrever, nunca saberei mais do que hoje
Sei da tua cor escura, sei que fica e sei que dura
Lembro as paredes da casa agora, lembro os cheiros, os gostos…a hora
Mas sei que se fosse hoje me demoraria
Nos pormenores das paredes que uma só vez veria.

Em momentos lembro-me de um quarto, um som, uma janela
E por segundos estou lá de novo…
Mas quando volto tudo é pior
E mais fria me parece a rua onde moro.

Com o tempo perde-se o pormenor, da cada vez mais distante recordação
Mas esse é o mal menor… A grande perda é meu coração
Perdi-o na casa que fica junto ao mar
Aquela que nunca será o meu lar.