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quinta-feira, junho 12, 2008

O Meu Amor Louco Pela Mulher Serpente

Os olhos dela são vivos e electrizantes e atraem-me como o placar luminoso do único bar na cidade mais quente do mundo. E se esta mulher fosse um bar, serio o tipo de sítio onde toda a gente quer espreitar mas onde poucos têm coragem de entrar.
Por um instante observo-a escondido, deleito-me neste instante mágico tentanto talvez entendê-la. Daqui estou perto o suficiente para a admirar da cabeça aos pés, e longe o suficiente para não lhe sentir o perfume venenoso que me prende a cada olhar e palavra sua.
É inutil, não sou mais senhor de mim, cada momento sem a tocar é tortura, e sem que me possa valer estou já a caminhar as brasas que me separam dela.
“ Miles Runs the Vodooo down”, é esse tipo de feiticaria que ela fez gritar dentro de cada nervo no meu corpo. Ela é todas as mulheres da história que alguma vez destruíram um homem, juro aqui e agora que foi sempre ela todos estes anos e lugares, aposto que se recolhe em buracos frescos durante as horas mais quentes, e que percorre a terra no fresco da noite, mudando de pele conforme lhe convém.
Também eu vou cair, sou um bom soldado numa missão suicida, amar esta mulher com loucura é a minha missão, e o resto pode ir para o inferno.

6 comentários:

Lia Bettencourt disse...

xiiii....vai haver casamento! tenho dito!

mt desesperado mas desistente ao mesmo tempo. intenso mas humilde.

beijoo

Anónimo disse...

"The magnet that ceases to exist between two warm bodies, will lead to an undefying death...The Death of all senses...nonetheless The end of attraction and love...
The Anaconda has once again set its poison...Lures yet another victim to fall into its layer...setting aside his previous skin...as if it were already a past life..."
The way you write is quite deep, I respect it and have too fallen into your pencil's spell. Thank you for belonging to an "oh so" scarse number of people from our generation that appreciate the art of writing and setting down on paper what they actually feel, or the way they portray moments in life.
Bacio

dinis (noca) disse...

oh pá!
nem me fales nisso...

quando andamos com a "guarda" mais baixa é quando somoes "mordidos"...
Quando damos por ela já estamos dentro do tal "bar" (nem que seja a virar uma grade de água natural sem "borbulhas" apenas para poder ter uma desculpa tipo "o quê? Nah, eu estou aqui porque tenho sede. Rapariga? que Rapariga?")

O certo é que depois tudo deixa de fazer sentido...
...ou pelo menos o sentido natural das coisas que nos rodeiam. Começamos a olhar para tudo mas apenas a ver/pensar o "bar"

É claro que por vezes aquela pequenina voz nos diz "ganha juizo! Já sofreste tanto apenas em TASCAS e estás agora a pensar num BAR!? Tu bebes apenas água. Aqui neste bar bebem é cerveja. Ainda te vais lixar" e isso faz-nos recuar um pouco. Mas recuamos com uma vontade enorme de voltar para trás a correr.

chama-lhe Serpente
eu prefiro chamar-lhe luz
é que a mim ela não me mordeu
FEZ-ME BRILHAR

;)

abraço

Sadly, Yes disse...

"No Caminho da Serpente (...).Ela liga os contrários verdadeiros (os pólos opostos complementares) porque, ao passo que os caminhos do mundo são, ou da direita, ou da esquerda, ou do meio, ela segue um caminho que passa por todos e não é nenhum.” Fernando Pessoa

ass. ex-second thoughts ;)

lu disse...

wow

Anónimo disse...

Que engraçado...estava, coincidente e curiosamente, a ouvir a música Roxanne do filme Moulin Rouge e não sei porquê, fez todo o sentido Adriano :)
Marta