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sexta-feira, setembro 19, 2008

Solo Sagrado

Pudesse eu abdicar do oxigénio e sobreviver de dióxido de carbono, para que cada fôlego meu fosse antes teu, e que cada encher de peito carregasse tudo aquilo que és por dentro e que me escapa enquanto me perco nos pormenores do teu rosto, da tua voz e da tua pele.
És Solo Sagrado, aqui e agora és perfeita, e eu, penitente e comovido pela fé comungo de ti todos os dias, ajoelho-me no altar da minha devoção e rogo para que o mundo não corrompa o nosso amor...
-Consegues sentir? Consegues sentir o meu amor? Pergunta-lhe ele no escuro enquanto a aperta de encontro a si.
Ela diz-lhe que sim, mas não é verdade.