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domingo, março 22, 2009

Mistério em ti


Oh Deus como estou dormente... Como estou dormente...

E agora não estou dormente, e não procuro Deus, nem sinto a dormência, assim sem aviso, sem introdução ou desenvolvimento, somente e apenas luz alva e salvadora do branco da página e todo um Universo de possibilidades que se esvai de mim, o peso de milhões de mundos e poeiras que me pesavam no peito e que faziam de andar direito algo difícil demais.

O que é escrever para mim? Não sei, está sempre a mudar. Hoje é flutuar, é o êxtase da fé recompensada, é o baptismo consciente nas primeiras águas do Mundo, é o instante-intervalo entre nós dois, sempre curto, sempre longo demais... Amo-te.

Ainda há momentos operavas a tua magia, tornaste-te uma névoa perante os meus olhos, eras fumo e mistério à minha volta e nem sabia se deveria suster a minha respiração ou encher os pulmões de ti, como procurei eu então pistas nos teus olhos de névoa, como fui estúpido no meu medo, ali estava um milagre a acontecer á minha frente e eu preocupado, quando tudo o que deveria fazer era manter os olhos abertos.

Como eu gosto de mistérios amor, e que mistério enorme é este, o de tu adivinhares isso em mim...

E de repente és carne de novo, és quente e vibrante, procuro lamber o brilho dos teus olhos, sonho em ser eu e meu cada sorriso teu, e da crista da onda que cavalga sem nunca se partir, prometo-te o amor dos poetas.