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sábado, setembro 08, 2012

Estrelas

Final de uma tarde de verão, o sol parece baixar sobre a terra, a luz ganha uma tonalidade amarela e líquida onde tudo aparenta ser mais nítido e o contorno de todas as coisas mais visíveis.
Eu corro. Tento não pensar que corro, as pernas sabem o que fazer, elas imitam-me o folego que me imita o coração.
Toda a beleza do mundo passa diante dos meus olhos, em breve o sol vai pôr-se por completo e as estrelas surgirão brilhantes contrastando com o fundo de veludo negro da noite.
Penso nas estrelas, naquelas cuja luz aínda viaja até aos nossos olhos apesar da sua morte distante, penso em como é pequeno o meu entendimento e relativa a noção de tempo.
Se as estrelas olharem-me de volta, talvez me vejam já morto ou quem sabe aínda por nascer...
E num espaço mágico que nunca começou e jamais acabará, todo o passado, presente e futuro não são mais do que a mesma coisa mas com outro nome, e se aí houverem olhos, que me vejam sempre nos teus braços, e que escolham sempre esse momento, onde o nosso amor vive para sempre.

1 comentário:

Anónimo disse...

Que final bem metido :)
Muito bonito!
Marta Moreira Lopes