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segunda-feira, outubro 01, 2012

O Viajante do Tempo


Sou um viajante do tempo, não consigo estar num lugar,
Não me preocupa o sustento, apenas quero sonhar.
Mas nesta vida há um contratempo, e esse não vai mudar,
Que fazer com este momento, se não é nele que quero ficar?

Astronauta de diferentes eras, cavaleiro de outros tempos,
Nas viagens não busco ouro, somente sentimentos.
Persegui essas emoções, procurava uma amada,
Amei mais de cem mulheres, mas não senti quase nada.

Parei então num ano qualquer e chorei junto a um rio.
“Também ele corre” – Pensei, “mas não busca nada, será esse o desafio?”
Senti então a quietude, e olhei à minha volta.
Tudo mexe, tudo é vida, somente isso importa.

Refleti em todas as viagens, naquela busca incessante e sem fim,
Procurei as respostas lá fora, quando estavam dentro de mim.
Pensei ter visitado o futuro, mas a minha mente estava doente,
Como podia ser o futuro, se no momento eu estava presente?

Ri da minha inocência, e não mais pensei no assunto,
Que interessa o passado, se não passa de um Presente defunto?
Agora vivo tranquilo, livre da doença do tempo,
Tudo o que temos é isto, este preciso momento.

1 comentário:

Anónimo disse...

"Tudo o que temos é isto, este preciso momento." :)
"Procurei as respostas lá fora, quando estavam dentro de mim"
Marta Moreira Lopes