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terça-feira, agosto 28, 2012

Poema Falhado


Manhã:

De olhos que não cabem numa cor e boca onde quero morar, é teu o rosto de que eu gosto e porque sinto a tua falta, invejo os cabelos que te abraçam a face e roçam no pescoço.
São lindos, mas inconscientes ou não se desprenderiam nunca de ti.


Tarde:

Gostar de ti é como respirar.
É um reflexo.
Intrinsecamente ligado à vida.
Profundo.
É algo que acontece.
Natural.

E tal como na respiração, quando me ponho surdo ao mundo e me concentro nela.
Há uma paz que me invade, e a vida parece-me melhor.


Noite:

Que os teus sonhos sejam sempre doces, e que os teus dias os imitem.
E que imitação seja tão perfeita que a tua vida só possa ser descrita como um sonho